sábado, 23 de junho de 2012


Tim Burton e Johnny Depp

O criativo diretor Tim Burton pode mudar muito de personagens e histórias, mas ele gosta de trabalhar sempre com a mesma equipe. São dezenas de filmes feitos com a esposa e atriz Helena Bonham Carter, com composições do músico Danny Elfman, além de diversos roteiros escritos com Seth Grahame-Smith...

Mas a parceria mais conhecida pelo público é certamente com o ator Johnny Depp, com que ele já fez oito filmes. Os dois combinam perfeitamente para criarem personagens bizarros e universos únicos, e acabaram tornando-se amigos próximos. Dos clássicos Alice no País das MaravilhasA Fantástica Fábrica de Chocolate e Edward Mãos de Tesoura à estreia Sombras da Noite, que tal relembrar nas páginas a seguir todas as produções dos dois?

Johnny Depp & Tim Burton: a dupla e os filmes

Um é realizador. O outro é actor. Juntos formam a dupla mais extravagante e fantasiosa da sétima arte. Após a primeira colaboração juntos em 1990 no filme “Eduardo, mãos de tesoura”, nunca mais pararam. Desde comédia negra, passando pelo terror e acabando na animação, Tim Burton foi transformando Johnny Depp nas mais loucas personagens.
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Em plenos anos 80, tanto Tim Burton como Johnny Depp davam os primeiros passos nas suas carreiras. Enquanto o realizador produzia filmes adaptados de histórias de banda desenhada, o actor fazia sucesso – principalmente junto do público feminino – na série “Anjos da Lei”. Depp interpretava um polícia infiltrado num colégio, assumindo ser mais um típico adolescente.
Em 1989, Burton estreava Batman. Um filme de grande êxito, mas que lhe despertou vontade de experimentar novas aventuras cinematográficas. Depp continuava a dar vida ao galã Tom Hanson e estava ansioso por abandonar essa imagem, querendo actuar em papéis completamente diferentes.
Apenas um ano depois, Eduardo, mãos de tesoura seria o responsável por juntá-los. Pegando no universo do fantástico e nos cenários negros (que acabou por adoptar de Batman), criou uma história de uma personagem que tinha nas mãos tesouras em vez de dedos. Johnny Depp foi o escolhido para o papel de Eduardo. Vestido de preto, acompanhado de uma carregada maquilhagem e apesar das poucas falas, o actor tornou a sua interpretação memorável. Eduardo, tímido e ingénuo, transmitia toda a inocência no olhar. A personagem foi inspirada em fábulas antigas, cujos protagonistas são incompreendidos e até temidos pelo seu aspecto físico, levando-os muitas vezes a comportamentos que reforçam essa ideia, mas que não correspondem ao seu interior. Após este filme, Burton e Depp ficaram amigos e deram inicio a duradoura parceria profissional.
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Ainda na década de 90, trabalharam juntos por mais duas vezes: em Ed Wood e A lenda do cavaleiro sem cabeça.
Em 1994, o realizador decidiu homenagear o colega Edward Davis Wood. Aquele que foi considerado o pior director de cinema de todos os tempos e que viu Plano 9 do Espaço Sideral(1959) ser eleito o pior filme de sempre, adorava o que fazia…mesmo com o pouco talento que diziam que tinha. Ed Wood recebeu boas críticas e foi elogiado pela sua fotografia a preto e branco. A história retrata a forma como produzia os seus filmes - entre um misto de terror e ficção científica, com poucos recursos técnicos e financeiros. Johnny Depp passou para o grande ecrã toda a paixão e entusiasmo de Edward pela sétima arte e pelo gosto de ter nos seus elencos estranhos actores.
A lenda do cavaleiro sem cabeça foi o trabalho que se seguiu. Baseado no conto do escritor Washington Irving, o filme conta a história de uma vila do século XVIII, aterrorizada por um assassino que corta a cabeça às suas vítimas. Uma mais vez, Depp interpretou um polícia. Só que, desta vez, Burton transformou-o num excêntrico investigador, que veio para desvendar o mistério em Sleepy Hollow. Cenários e vestuário de estilo gótico, um roteiro de terror e mais uma “louca” personagem para o actor marcam este filme de 1999.
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Willy Wonka, o dono da enorme fábrica de chocolates que todas as crianças querem conhecer, marca uma inovação no estilo do realizador. No filme de 2005 Charlie e a fábrica de chocolateBurton põe de lado o “escuro” dos anteriores e da primeira adaptação ao cinema em 1971, e ganha uma autêntica explosão de cores. Quanto à personagem de Depp, para além da excentricidade habitual chega a ser cruel para com os visitantes e proporcionar um ambiente (também) sinistro, apesar do colorido. É que a fábrica esconde surpresas assustadoras para os meninos que se portam mal e não cumprem as regras de Wonka. Helena Bonham Carter, mulher de Tim Burton, junta-se à dupla neste filme e passa a fazer parte dos elencos.
No mesmo ano, a animação volta ao ecrã em A noiva cadáver. Passada em Londres, num ambiente com influências da época vitoriana, é a historia dum jovem que pede a noiva morta em casamento e acaba indo para junto dos mortos. As vozes dos protagonistas são, sem surpresas, as de Depp e Helena. Burton trouxe algumas características de O Estranho mundo de Jack, que havia produzido quando trabalhava como animador na Disney.
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Sweeney Todd: O barbeiro demoníaco da Rua Fleet e Alice no Pais das Maravilhas são as mais recentes colaborações da dupla. Um musical com um roteiro cheio de sangue, vingança, terror e paixão - ingredientes perfeitos para um filme de Burton, aqui adaptado de um original de Stephen Sondheim. Depp interpreta um prisioneiro que volta a casa para se vingar do juiz que o condenou injustamente. Helena é a sua parceira neste plano. Apesar de não ter experiência em musicais, Depp não encarou com dificuldade esta tarefa. Na juventude, o actor chegou a ter uma banda.
Em 2008, o clássico de Lewis Caroll Alice nos país das maravilhas inspirou Burton para uma versão pessoal. Combinando o visual negro que sempre o acompanhou com algum colorido pouco berrante e tons pastéis, transformou Depp no exuberante Chapeleiro Louco. O elenco contou também com Helena Bonham-Carter no papel de Rainha Vermelha. A estreia em 2010, já em 3D, tornou Alice um dos filmes mais vistos em todo o mundo. Os dois actores encaixaram na perfeição nas personagens e a história ganhou uma dose de obscuridade - cortesia simbólica do realizador, claro.
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Johnny Depp no MoMA -Tim Burton Tribute.
Para ver o oitavo filme dos dois, já não tem(os) que esperar muito. A estreia de Sombras na Escuridão está prevista para o ano. O tema principal está mais actual que nunca: vampiros!


Leia mais:http://obviousmag.org/archives/2011/08/johnny_depp_tim_burton_a_dupla_e_os_filmes.html#ixzz1ycvouG00

Johnny Depp e Tim Burton são dupla infalível

O ator repete a produtiva parceria de tantos outros filmes com sombrio diretor de ‘Sombras da Noite’  A trama gira em torno de Barnabas Collins (Depp), um empresário do século 18  A trama gira em torno de Barnabas Collins (Depp), um empresário do século 18
Johnny Depp e o diretor Tim Burton são grandes amigos. Essa relação fica evidente na carreira dos dois, que sempre buscam uma nova oportunidade de filmar algo juntos.

Hoje, chega aos cinemas brasileiros a oitava parceria da dupla: o suspense cômico “Sombras da Noite”, baseado em uma novela sobrenatural exibida entre 1966 e 1971.
VÍDEO: VEJA O TRAILER DE 'SOMBRAS DA NOITE'
A trama gira em torno de Barnabas Collins (Depp), um empresário do século 18 que deixa sua amante Angelique (Eva Green) para viver um grande amor. O que ele não imagina é que a mulher abandonada é uma bruxa, que o transforma em um vampiro e o condena a viver pela eternidade sem a amada.
Trancado em um caixão por quase 200 anos, Barnabas é solto na década de 1970 (apresentada com todos os clichês da época) e volta a morar na mansão de sua família, enquanto tenta deter a ameaça da também imortal Angelique, que fará de tudo para reconquistar o amor dele.
Com vampiros e bruxas como eixo central da história, Tim Burton consegue construir um visual belíssimo para “Sombras da Noite”, com cores e efeitos exagerados.
Exagero, aliás, é a palavra de ordem na produção: as atuações, os cenários, o roteiro, tudo parece estar um ou mais tons acima do normal.
Isso significa que, como comédia, “Sombras” funciona muito bem, especialmente nas partes em que Barnabas tenta se acostumar à realidade do novo tempo em que se encontra. Em uma das cenas, por exemplo, ele faz amizade com hippies e, claro, experimenta um cigarro de origem suspeita, o que gera consequências desastrosas.
Na parte do suspense, porém, tanto exagero acaba minando a narrativa. Fica difícil se assustar com as maldades de Angelique quando ela é apresentada na telona de forma extremamente caricata, ou mesmo temer pela vida de personagens que não parecem reais.
Assim, se for ao cinema em busca de diversão, não deverá se desapontar. Se deseja sustos, é melhor procurar outra opção.

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